sábado, 7 de fevereiro de 2015
A maldição do Egito
quarta-feira, 14 de janeiro de 2015
Criação
Gaia conversava enquanto ele habitava seu útero quente e escuro. Ela cantava pra ele, era uma mãe muito serena e calma. A eternidade tem uma mania de deixar as pessoas sábias e com poucas palavras, não foi diferente com Ela. Yinepu chegou, apesar do que muitos pensam, ele não é egípcio e Gaia não é titã. Eles habitam o além-tempo, longe das nomenclaturas humanas. Soprou sua essência naquela alma e sorriu para Gaia. Saiu caminhando por um de seus caminhos, não queria interferir na gestação. Ao nascer, Hécate danada do jeito que é, tomou a alma em seus braços e a acolheu, escolheu ser madrinha, não queria mais ser vó, decidiu ser a que está presente sempre. Hécate embrulhou a alma e a deixou no corpo de Gaia, hoje conhecido como terra. O destino final? Gaia, Yinepu e Hécate guiando caminhos, não é uma tarefa fácil, por isso aquela alma está presa na terra, os caminhos são infinitos. É preciso de cura, de amor e de sombras. Que Gaia te cure, Yinepu te console e Hécate te guie.
domingo, 14 de dezembro de 2014
Avalon
sábado, 27 de setembro de 2014
Flores de Ostara
Aine sorriu e acenou,
Sua força manifestava-se em seu vestido brilhante e dourado, quase um segundo sol. Suas mãos tocavam-no e tudo naquele quarto tornou-se dourado.
- Dourado é a cor da proteção que cura, Ela disse.
Enquanto o quarto era banhado em cores de ouro, as pessoas recebiam as curas a partir da voz de Aine que manifestava-se pela boca dele, Ela dizia e eles escutavam. Ela sabia.
E ao final de tudo, o porta-voz recebeu o mais doce obrigado da Deusa-Fada. Um obrigado que cura.
segunda-feira, 14 de julho de 2014
segunda-feira, 23 de junho de 2014
Agradecimento ao inverno
Vem inverno,
Lá fora pode estar frio, nublado e triste.
Mas em casa, ah, em casa
Eu tenho o aconchego de corações quentes
Xícaras de café
Lareiras maiores que o céu, mas que cabem dentro de um coração
Vem inverno,
Lá fora o sol é triste e frio.
Mas na minha casa, não
Na minha casa o sol está nos olhares
Nas conversas nos quartos
Envoltos em calor materno
E felicidade eterna
Vem inverno,
Dentro dos corações você não entra,
Obrigado, inverno,
Por mostrar que o calor dos corações
É necessário pra viver.
sábado, 17 de maio de 2014
Gravidade
Dona Gravidade sempre nos puxa, tem medo de a abandonarmos e sumirmos na imensidão do céu. É uma mãe coruja mesmo. Mas ela é uma mãe que abre exceções: ela deixa seus filhos aéreos baterem asas, seus filhos humanos criarem mecanismos de voo, ela deixa vivermos em ilusão, porque no fim é ela quem vai nos manter dentro da terra.
sexta-feira, 16 de maio de 2014
Águardente
Um dia serei água, serei mar, serei orvalho. Não me importarei em ser humano, estarei focado na minha profundidade, minha intensidade, meus mistérios. Um dia serei água-viva, água que vive e molda, onda.
E sonho, sonho com águas, águas que são sonoras, águas audíveis.
Sou águardente, que queima e muda, modifica, emociona. Choro, rio, canto. Água ar, ar.
Sairemos da estabilidade, nos moldaremos e nos incrementaremos ao mar, ar.
segunda-feira, 7 de abril de 2014
domingo, 23 de fevereiro de 2014
Gênero.
Ela é eu.
Eu sou homem, mas sou ela.
Ela é feminina mas é máscula.
Ele mia.
Ela late.
Ele é linda e bicha.
Ela é maravilhoso e sapata.
Ele é esquerda e ela é direita.
Elxs não tem gênero.
Elx desconstrói.
Elx muda.
Elx versus elx.
Liberté, egalité, fraternité.
sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
Homenagem.
Sonho com o dia que serei astronauta de estrelas, capturando-as e recebendo seu brilho com carinho. Mas sei que o sonho é o oposto do medo, tenho medo de chegar tão próximo e me cegar com tamanha magnitude, medo de ser egoísta e querer seu brilho só pra mim, medo de me apaixonar. Sonho, sonho com brilhos e sonho de sonhar. Os sonhos iluminados são mais fortes que os medos, sei que tenho medos profundos.
Sei que tenho sonhos capazes de preencher a lacuna que os medos trazem.
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
exposição.
Ele fechava os olhos e conseguia ver todas as cores, ele sentia o Amor em seu mundo, em sua vida. Mas ele não sentia o Amor ali, não naquele momento. Levantou-se e saiu, andava descoordenadamente pela cidade escura, nem os sapatos havia calçado, ele era o chão. Ninguém o percebera, ninguém o notara, ninguém sabia.
Parou bruscamente quando seus pés tocaram algo gélido, olhou pro chão e viu a grama banhada no mais puro orvalho, pequenas gotas prateadas iluminadas pela luz da lua cheia. Em um surto psicótico de prazer ele entrou, todo o arco-íris interior que ele enxergava apenas dentro de si agora encobria o mundo ao seu redor. O Amor é só uma questão de enxergar. Olhos para enxergar, olhos para sentir, olhos pra ser.






